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O Plural

Recomenda-se ler com a trilha...depois, veja o vídeo.



Havia um certo tempo desde o último amor, ela até que estava se acostumando bem com a vida singular, mesmo que, as vezes estivesse ali um sujeito, bem ao lado. Aos olhos dos outros uma mulher singular, que se fortificava e crescia, diariamante. Mesmo sentindo-se dessa maneira, percebia também, a enorme diferença entre a capacidade e a execução desta independência. Sem contar que não era este, no fundo, seu verdadeiro jeito de ser. Ela gostava como qualquer outra, de mimos.
Se deixar cuidar ficou difícil. Permitir sentir ficou praticamente impossível, e quando ela percebia que os sentimentos mais intensos estavam prestes a florescer, saía em disparada, totalmente sem rumo, com a única intenção deixar essa sensações bem longe de si. O lado negativo deste estado de não se achar sob domínio ou influência estranha é que, a maioria das pessoas acostuma-se com ele. Ela era prova disso.

Com o passar das fases, a mulher percebeu que a maioria das coisas em sua vida tornaram-se mais fáceis de administrar, mas ela sabia também que não era a maneira mais gostosa viver, porque tanta simplicidade trazia consigo certa solidão.
A questão não era a falta de pretendentes ao cargo, mas o tamanho da exigência de si mesma e racionalidade diante deles. Justo ela, que outrora foi tão emocional...
Lembrava-se ainda, que o último a quem ela amou, não tinha o mesmo timming. Fora extremamente importante em sua vida, mas os dois não conseguiam acertar os passos.

Foi então que, ele passou a fazer parte de sua vida. Podiam-se dizer colegas, o conhecimento sobre a vida do outro era razoavelmente superficial. E, da mesma maneira como os furações, terremotos, totalmente sem aviso, no meio de histórias e vulcões que se olharam de verdade.

Ela aprendeu com ele, que nem sempre precisa-se de timming, o momento é agora. Se todos esperassem sempre pela hora certa, talvez não houvesse o Grito da Independência. Ele percebeu com ela, que, na chuva, sempre tem alguém disposto a se molhar com você.

Eles têm andado de mãos dadas, como velhos amantes, sentem-se como se convivessem há anos, são cúmplices.
Ele acreditou nela, e ela confiou nele. São muito parecidos mas com histórias diferentes por isso se entendem.

Ela reaprendeu a dividir, a se entregar. Ele pronuncia sempre na 1a pessoa do plural, e ela adora. Ela teve medo e ele mostrou que ela pode sim. Ela e ele viraram tão derepente, eles, onde as noites tornaram-se mais suculentas e os dias mais saborosos.
Entre vinhos e risadas, conversas sérias e outras nem tanto, entre risotos e beijos eles têm se divertido.

Ao lado dele, ela tem vontade de ficar.

6 comentários:

q engracado,estava falando de immingagora mesmo...transmimento de pensidão?rs

Fui roubada de novo,ladroes na agencia...tava presentindo q a semana ia ser punk!!

03/07/2009 01:28  

Flor colorida,
Que coisa mais linda digo eu!
Sabe, essas sensações, todos os inícios, reinícios, são coisas que fazem a vida valer a pena.
Você falou do timming...
O que ocorre(e isso aprendi com meu irmão)é que muitas vezes nós amamos profundamente alguém, mas as linhas do nosso destino são paralelas. E paralelas nunca se cruzam. É louco, né?!
Porque na verdade, o amor zomba das diferenças e do tempo de cada um, do passo de cada um. O amor é o próprio passo.
Ler você agora, com o Bob Sinclair de fundo, me fez ter a sensação de andar na chuva sem pressa de chegar.
Uma entrega.
E ainda lembrei da música do Skank: éramos nós um mais um. Só que passo o verbo para o presente e tudo fica lindo, Flor, principalmente com a vitória do Corinthians, héim!
Ser plural!
Adorei!
E assim, nem sempre o que nos faz mais felizes é o amor que recebemos, mas todo aquele que podemos dar, mesmo os ue estão apenas florescendo!
COmoo diz um trecho dessa música:

"Nós podemos fazer melhor
Sentir o amor lá dentro"

Sopro de Eves!

03/07/2009 01:29  

Que lindo!
Beijos, bom fim de semana.

03/07/2009 17:30  

Ai Dani,
nem sei o que dizer né. Já mandei uns presentinhos pra vc pelo Xô urucubaca! Agora canta, pro encosto sumir! rsss

Estrela,
Pois é, a visão que tenho do timming é exatamente esta. Linhas paralelas. Mas continuo acreditando, que para tudo existe uma razão. E vc, que o diga, aquele seu post tá lindo demais! Já fui ler de novo! rssss
Viva os inícios! Viva as entregas!

Sandra,
Bom final de semana pra vc tb!

bjs

03/07/2009 17:42  

"O lado negativo deste estado de não se achar sob domínio ou influência estranha é que, a maioria das pessoas acostuma-se com ele. Ela era prova disso."

É isso, mesmo, flor!!! Que soco no estômago. Muito parecidas, mesmo...

Eu já sabia, lá, lá, lá, lá, lá... Vai fundo. No fim das contas, é isso que importa na vida.

Também, imaginei seu sotaque, rs. Adoro sotaque de vcs. Por isso é bom falar ao telefone, de vez em quando.

Beijos.

04/07/2009 18:58  

Vontade de voar, de viver, pra sempre. Ao lado dele.

=)

08/07/2009 11:37  

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