Bom, acabara a moleza! A partir de hoje, cedo, bem cedinho mesmo, acordando com as galinhas, me levanto para ir ao trabalho. Em tempo algum pensei ser capaz de ficar tempo tão longo sem me dedicar a minha vida profissional, mas foi ótimo ter o meu tempo só para mim. Me dediquei a minha recuperaçnao física (no início) e emocional e não me sinto nada culpada por isso.
Se estou preparada? Hum...não sei. Veremos! para não começar o dia tnao mal humorada, uma musiquinha leve....
Inspirada pelo texto de um amigo, mas um pouco inverso, pensei nas lições que aprendi com minha mãe. Ainda não escrevi sobre ela, mas estou aguardando o momento certo pois faltam palavras para isso. Enquanto não desenvolvo algo tão especial, consigo resumir em como ela me ensinou durante a vida, até hoje.
1. Caráter: não importa a situação em que eu me encontre, ter um bom caráter é base da minha essência.
2. Ser eu mesma: não me importar demasiadamente com a opinião das pessoas, claro que isso tem um preço, mas a melhor sensação é saber que sigo meu coração. Não tenho vergonha de quem sou, de onde vim e do que faço. Minha mãe sempre foi ela mesma e é amada demais por todos que a conhecem justamente por isso.
3. Acreditar na minha intuição: seguindo a linhagem feminina da família, tenho aguçada intuição. Nunca me decepciono quando a sigo, por mais controversa que possa parecer.
4. Ter amor-próprio: não sou perfeita, mas me amo como sou. Procuro evoluir sempre, mas nada, nem ninguém destruirá este amor. Respeito para ser respeitada.
5. Personalidade: parecido com ser eu mesma, mas com um "quê" a mais. Sempre gostei de não parecer com ninguém, de ter minhas opiniões, por isso jamais alguém me verá discutindo muito sobre algo. Tenho minha opinião, você tem a sua, não pretendo mudar a de ninguém e raramente alguém consegue modificar a minha. Por isso pareço uma mula empacada muitas vezes. É também motivo para que eu fique bastante irritada quando alguém tenta me copiar ou se parecer comigo, acredite, já aconteceu muito.
6. Dignidade: ouvi muito isso dela quando a Lelê faleceu. "você foi muito digna, tenho orgulho de você". Foi a melhor coisa que escutei na vida. O meu peito se encheu de orgulho pois seguindo todas as lições anteriores agi dignamente e isso não tem preço.
7. Humildade: é uma delícia admitir que errou, quando isso é verdade. Lava a alma. Alma lavada traz paz. Ela me ensinou a não ter vergonha de pedir desculpas e claro, a Lelê reforçou este meu lado.
8. Coragem: Nem sempre o caminho que escolhemos é o mais fácil, mas o mais importante nisso é ter coragem e determinação para chegar onde quero. Essa lição custou a ela uma briga feia e alguns anos longe de sua filha que morava em outro país.
9. Aprender com os meus erros: esta lição tão importante aprendi não através de palavras mas vendo ela apanhar da vida também. Ela aprendeu, muito. E com isso me ensinou. Agora ela pode falar "filha, você caiu, mas olhe a pessoa que você se tornou. Sempre tente tirar algo de bom das coisas difíceis em sua vida".
10. Demonstrar o que sente pelas pessoas: Me ensinou a ser verdadeira. Graças a esta lição posso dizer que nunca uma pessoa me chamou de falsa. Se gosto demosntro, se não gosto também saberão. Não sei sorrir quando não tenho vontade. E sorrio sempre que tenho. Sendo assim, as pessoas que amo sempre receberão abraços meus sem motivo e ouvirão um "eu te amo" quando me der na telha.
E o mais importante de tudo é ouvir dela: "Não importa qual caminho escolha, estarei sempre do seu lado".

semana passada ela reparou nos cacos da obra, ainda ali jogados sem destino. "saco, ainda não sei o que fazer com isso!". como é difícil dar desinto à certas coisas na vida. olhou. suspirou. sentiu uma certa nostalgia. "chega, hora de dar um rumo à isso também". abriu o embrulho e lembrou de como a obra fora linda outrora. uma lágrima escorreu de cada um de seus grandes olhos. "tudo bem, o que importa é a lembrança". fechou o embrulho com certo pesar, pensando em tudo o que aqueles cacos coloridos significavam. dizia a si mesma, em tom de voz baixo e suave todas as lembranças que apareciam em sua mente. testou sozinha o método utilizado por sua terapeuta com as lembranças. pediu à sua fiel secretária e amiga que os destinasse mais uma vez ao cesto prateado. a secretária, uma pessoa bem simples, quase da mesma idade que ela, mas de uma sabedoria peculiar exclamou "não faça isso, vocie sentirá falta deles. vc é tão criativa, use os "vidrinhos" para outra coisa". então ela lembrou-se de um certo conselho e decidiu seguí-lo. levou alguns dias manipulando os fragmentos coloridos e percebeu que agora eles possuíam um brilho diferente. mais bonito e suave. ou, então sua maneira de enxergá-los modificou-se. agora ela passa alguns momentos do dia deliciando-se com as diferentes e belas imagens que aquele objeto reproduz. ela gosta muito do que vê.
Bright Eyes - "First Day of My Life"
This is the first day of my life
Swear I was born right in the doorway
I went out in the rain, suddenly everything changed
They're spreading blankets on the beach
Yours is the first face that I saw
I think I was blind before I met you
Now I don't know where I am, don't know where I've been
But I know where I want to go
And so I thought I'd let you know
That these things take forever, I especially am slow
But I realized that I need you
And I wondered if I could come home
Remember the time you drove all night
Just to meet me in the morning
And I thought it was strange, you said everything changed
You felt as if you'd just woke up
And you said, "This is the first day of my life.
I'm glad I didn't die before I met you.
But, now I don't care, I could go anywhere with you
And I'd probably be happy."
So if you wanna be with me
With these things there's no telling
We'll just have to wait and see
But I'd rather be working for a paycheck
Than waiting to win the lottery
Besides, maybe this time it's different
I mean I really think you like me

Repetições em minha vida. Diferente de correr atrás do próprio rabo, algumas coisas eu não consigo evitar.
Certos comportamentos, por mais que eu tente não consigo deixar de repetí-los. Assim como os vícios sei que não devo, entretanto fico extremamente satisfeita quando retomo-os.
É o tipo de coisa que não tem volta, como um mergulho na piscina. Mesmo não querendo se molhar, depois que pula, está molhado.
Penso muito antes de pular, mas a água azul, límpida e convidativa acena para mim. Grita meu nome. Está gelada. Mas é irresistível. Dou alguns passos para trás e corro em direção a ela. Sempre. Desta maneira não me sinto um peixe fora d'água mas parte do cardume.

Fui dar uma volta por aí, explicado meu sumiço. Praia, meu lugar favorito no mundo. Olhar o horizonte, me perder na linha reta em azul turqueza com a mente vazia. Sem pensar. Sem questionar. Inspirar o ar puro, abrindo o diafragma e expirar bem devagar. Respiração correta é tratada na terapia. Desde que iniciei vi o quanto respiro mal, minha ansiedade não me permite que tenha longas inspirações/expirações. Movimentos vitais que na coreria do dia a dia é impossível prestar atenção a não ser que a pessoa seja praticante de yoga. A solicitação que muitos jogam da boca para fora "respira fundo!" tem muito sentido, e não só para a saúde física e mas para a mental.
O lugar escolhido é onde me sinto em casa. Naquele lugar me sinto mais eu.....
Fui em busca do sol, que decidiu não mostar a cara mas no lugar dele encontrei mais um teste de resistência. Me senti em um daqueles programas de televisão que mandam as pessoas para os piores lugares com o objetivo de testar sua resistência e o mais esperto/resistente ganha uma quantia em dinheiro. Eu, por outro lado devo ganhar alguma coisa que ainda não descobri.
Um dos hotéis mais legais com pé na areia possui entreternimento inclusive para os dias chuvosos. Aceita crianças. Eu, apesar de não ver a cara do astro, trazia uma tranquilidade que nem mesmo a ausência dele me zanguei. Utilizei todos os recursos que o local dispusera. Nem mesmo os adolescentes cochichando na hidro a beira do mar "vamos jogar água e expulsar elas daqui" conseguiram me irritar em contrapartida ouviram uma bela bronca com um "por favor" no final da frase. Engraçado como muda a postura de uma pessoa quando se torna pai/mãe, percebi isso quando a minha amiga pensava em berrar com eles e eu me perguntava onde estava a mãe dos pentelhos.
Era um desfile de bebês. Mães orgulhosas de suas crias dividiam-se entre um passeio na areia e as ordens às babás. Não contei quantos haviam, só sei que eram muitos. Até aí ok. Nada me incomodou e por nenhum momento a tristeza bateu à minha porta.
Todavia, como a vida sempre me testa, estava eu, naquele pequeno espaço, o melhor para se ocupar durante o dia nublado quando juntam-se a nós um casal com sua filha na média dos 4 anos. Logo, mais duas senhoras. Todos interagimos, falamos do tempo, aquela conversa de quem acabou de se conhecer. Tempo depois juntaram-se a nós os pais de um casal de gêmeos com seus bebês. Estavam ansiosos para ver como os pequenos reagiriam aquela nova descoberta. Todos estavam encantados com a menina que adorou a experiência e riam do menino que estava totalmente inseguro. Eu também me divertia com os dois até o momento em que a mãe e a outra mulher iniciaram uma conversa:
- Quanto tempo eles têm?
- 5 meses
- Ah, o meu outro filho que estâ com a babá também tem 5 meses.
- Eles dormem bem?
- Não, acordam a noite inteira e o seu?
- Também acorda, mas já me acostumei.
- É um sacrifício que vale a pena né?
- Com certeza, ser mãe é a melhor coisa do mundo. Os seus ainda mamam no peito?
- Não, já saíram da maternidade com mamadeira e o seu?
- O meu também, não tive muito leite. É a primeira viagem dos seus?
- Sim, estamos aproveitando bastante com eles, estão em uma idade de descobertas muito legal.
- É nossa primeira viagem com o nosso também. É muito difícil cuidar de gêmeos? Minha irmã está grávida de trigêmeos está adorando...
- Não, é bem difícil mas depois ela acostuma. Parece que já nascemos prontas para cuidar deles...
Mergulhei no meu silêncio. Naquele momento queria muito poder fazer parte da conversa. Mas não pude. Me restou ouvir, digerir. Aguentei firme e forte, afinal a vida me testa sempre. Mais tarde, longe de todos, chorei.
Imagem: Karen
Calmaria. Cessação do vento e do movimento das ondas; calor sem vento; tranquilidade geral; ausência de notícias e de factos importantes. Assim está o momento. Depois de tantos movimentos necessários para algumas coisas se encaixarem me dando a possibilidade de caminhar sem grandes obstáculos por determinado tempo. Certos assuntos me dão a impressão de voltarem ao estágio inicial entretanto, se eu olhar bem de pertinho vejo que por mais que pareça repetição, não é. Os movimentos estão se repetindo porém os personagens têm agido de maneira diferente da que me acostumei a ver. Às vezes me assuto já que também me acostumei a reagir como sempre e está sendo necessário agir mais ao invés de só reagir. Confesso que estas mudanças estão me agradando demasiadamente. Adoro surpresas, boas principalmente. Percebi que a minha boneca não modificou só a mim como a todos ao meu redor. Tenho pavor em repetir erros, em reviver situações desconfortáveis, mas como uma teimosa assumida não desisto tão facilmente quando vejo uma luz no fim do túnel. E ultimamente tenho visto uma luzinha que começou pequena e conforme me aproximo seu brilho se intensifica. Que delícia de sensação...adoro ver que junto com a primavera as pessoas a minha volta estão florescendo. Adoro ver que as mesmas relações são possíveis de se modificar e tornarem-se novas...novinhas em folha, exatamente como as folhas que nascem na primavera. Tenho conseguido me animar muito com as coisas, minhas antigas olhas se foram, novas estão nascendo...
"Obrigada bonequinha, minha flor de laranjeira, você trouxe mais conhecimento, clareza e paz à sua mãe. Te amo, sempre amarei".
Digamos que a alma está lavada. Usei Vanish durante estes dias e ela está praticamente sem nenhuma mancha. Algumas não saem mesmo, quando pegam no branco não há nada que limpe novamente. Mas eu, como boa nova paciente, aceito as mudanças sem chorar pelo leite derramado.
A responsável ajudante desta leveza toda tem um nome: Coração.
Este coraçãozinho me mostrou coisas boas da vida que eu há muito não vivia como união, amigos de verdade, a grande necessidade de lutar por dias bem melhores, rir sempre, o calor dos desconhecidos, o carinho dos novos amigos. Que é muito mais que possível não precisar de muito para ter momentos felizes.
O caminho foi de ansiedade e o retorno foi de alegria. Mesmo sem ter dado tempo de coração me mostrar tudo que queria amei cada momento. Você é uma mulher incrível, te admiro ainda mais.
Obrigada pela brisa, pelo desconhecido, pelo abraço melado, pelas risadas, por fazer da sua casa a minha.
Te espero aqui e tenha certeza que torço ainda mais por ti. Entretanto agora que você já fez com que eu me sentisse praticamente na minha terra, espere novas visitas minhas...rsss
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