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Atrás do próprio rabo



Tem dias que me sinto assim. Ando, ando, ando, dou meia volta e lá estou eu novamente no mesmo lugar. Será um labirinto? É como se eu estivesse naqueles filmes franceses de romance onde a mocinha entra em um jardim alto atrás do mocinho, e quando a câmera mostra de cima é na verdade um labirinto, a mocoronga se perde lá, grita desesperadamente seu nome e quando o encontra percebe algo estranho em seu rosto, mais precisamente em seus lábios. São os caninos. Oh! Ele é um vampiro! E corre dele mas o macho tem mais força (não esqueçam que ele tem uma força sobrenatural) e a alcança sugando-lhe o sangue. Na vida real, a energia.
Os dias passados refleti bastante, desde a pataquada. Domingo senti uma necessidade extrema de "me sentir em casa" e peguei a estrada rumo à Atibaia (morei lá boa parte da minha infância) e faz 6 anos que não voltava. Fui, sem compromisso, sem ninguém, sem rumo certo.
Passei nas ruas onde brinquei muito, em frente a minha escola, em frente a casa onde meus tios moravam, em frente a casa de amigos, nos lugares que eu gostava de ir. Ruas que outrora eram compridas e largas agora são curtas e estreitas. Vi o quanto cresci, e posso dizer que me senti em casa. Meu objetivo ali era ver se me encontrava para dar continuidade as minhas últimas escolhas e parar de correr atrás do meu próprio rabo. A sensaçnao foi como se me aconchegasse no colo da minha avó.

Imagem:Nyominx's Flickr.

6 comentários:

Resgatar momentos assim é importante. Mas, querida, desculpe a indelicadeza... o que aconteceu com você no centro espírita? Compartilhe conosco. Um beijo grande e com carinho, Fê.

05/08/2008 19:16  

Oi Fernanda,
vou compartilhar, estou tentando encontrar as palavras certas para não expor dmeais o lugar já que nnao posso prejudicar terceiros que não tem culpa por pessoas sem noção.
Vou escrever sobre isso logo, pode deixar.
bjs

06/08/2008 00:29  

Eu me sinto correndo atrás do meu próprio rabo o tempo todo. Sabe aquelas situações que não dão em nada, e você sabe disso, mas continua insistindo sei lá porquê? Pois é. Eu às vezes penso que a vida é muito curta pra que eu perca tempo sendo infeliz, mas ninguém é feliz 100% do tempo. Como diz a música, "rir de tudo é desespero". Eu não rio de tudo. Na verdade, ultimamente, quase não rio. Tenho muito medo de ter desaprendido. Durante toda a minha vida não fui feliz e não me senti pertencendo a um lugar. Eu não poderia voltar aos lugares onde vivi, porque eles não me trazem boas recordações. Eu continuo sem pertencer a um lugar ou a alguém. E isso me dói tanto, que penso que vou explodir, algumas vezes. Eu queria gritar, jogar coisas no chão, xingar, chorar muito e entender que é preciso seguir em frente, apesar de tudo. Mas no meu coração tem tanta mágoa por acontecimentos do passado, tem tanto medo de que me firam, de que me enganem, de que me abandonem de novo, que eu perco a coragem. Acho que eu ando sem coragem de viver...

06/08/2008 09:13  

Juliana,
O que tenho aprendido na terapia é que não devemos ignorar meus sentimentos, se você tem vontade de gritar, chorar e jogar tudo no chão acho que é uma fase necessária, então faça. Assim você coloca o que sente para fora, resolve consigo mesma o que snao estes sentimentos e consegue ir em frente. É o que tenho feito, me permito sentir tudo o que tiver que sentir. O novo só tem espaço quando conseguimos deixar espaço para que ele acoonteça. Não perca a coragem de viver, sei que as vezes é preciso muito fôlego pra conseguir isso mas para dar espaço a coragem você tem que se livrar dos velhos sentimentos. Te entendo muito bem, estou passando por diversas fases diferentes mas uma coisa posso te dizer de cadeira mágoas só fazem mal para gente pois as pessoas nem se importam com o que sentimos.
Correr atrás do rabo é justamente continuar insistindo em não se livrar do que não nos serve mais. Estou tentando muito parar com isso. Quero que minha vida seja feita de escolhas não de acaso ...

bjs

06/08/2008 12:44  

Adoro revisitar o passado em pensamento... pessoalmente,então, nem se fala!!

Que delícia, Karen!! que passeio gostoso!

Sabe, uma amiga me disse que nós precisamos nos dar "bons". Bons momentos, bons papos com os amigos, bons pensamentos, enfim, fazer coisas simples que nos deixem felizes. Com a correria do dia a dia acabamos esquecendo de nos presentear com esses "bons". E eu concordo plenamente com ela.

Domingo vc se deu um ótimo "bom", não acha?

Beijos,

Maria Carla

06/08/2008 23:27  

Oi Maria Carla,
Depende de que parte do passado! Rss
Mas, falando sério, eu gosto sim. Todo mundo tem muita influência do passado, principalmente da infância, na maneira de ser, mesmo que nem saiba.
Ultimamente tenho me dado só bons mesmo. E ótimos bons pra vc!
bjs

07/08/2008 12:01  

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