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Bom, já que o assunto são as relações humanas, chegou a minha vez de falar sobre. Difícil saber ao certo a melhor maneira de agir. Magoar ou não uma pessoa que gostamos (entendam aqui a amizade) florindo a verdade ou lançar a amargura da notícia, ou fato?
Sou avessa a ferir os sentimentos das pessoas, principalmente das mais próximas. Tinha por primazia poupá-las de coisas pequenas que pudessem magoá-las, mas me sentia incômoda.
Na época em que engravidei magoei profundamente algumas pessoas, e por tantas outras fui magoada. Dessas, algumas me perdoaram e perdoei outras.
Passei então a observar. Observei meu comportamento com as pessoas e elas no geral. Com o tempo percebi que a comunicação entre a maioria dos seres humanos não é clara, a maioria tem uma capacidade de comunicação reduzida. Escolhemos cuidadosamente nossas palavras para manipular, agradar as pessoas, controlar, reprimir e aliviar culpas. Nossa comunicação cheira a emoções reprimidas, pensamentos reprimidos, motivos escondidos, baixa-auto estima e vergonha. Rimos quando queremos chorar, dizemos que estamos bem quando não estamos. Permitimo-nos ser "mortos e enterrados". Justificamos, racionalizamos, compensamos e passeamos com os outros em volta do quarteirão. Atormentamos e ameaçamos, ou nos deixamos atormentar e ameaçar. Às vezes voltamos atrás por isso. Às vezes mentimos. Nos desculpamos muito. A maioria das pessoas são indiretas, não dizemos o que queremos dizer, e o que dizemos nao é o que queremos dizer. Mas ninguém faz isso de propósito. Ou tentamos proteger alguém ou tentamos nos proteger. Aprendemos que não se deve dizer exatamente o que se quer e deseja, ou seja, é definitivamente proibido dizer não, magoar. Achamos que não temos o direito de dizer não, não temos certeza do que queremos e desejamos e quando o temos, nos sentimos culpados por isso e certamente não vamos ser honestos sobre eles.
Um dia, omiti um fato de minha mãe, nada grave, só um convite para um almoço que ela não foi convidada pois lá estaria uma pessoa que ela não conversava na época, e mais tarde quando ela soube ficou chateada comigo. Daquele dia em diante refleti muito sobre este tipo de ação e decidi que diria sempre a verdade a quem quer que fosse, por mais dolorido que possa ser. Para colocar totalmente isso na prática ainda terei pela frente algumas conversas esclarecedoras e doloridas.
Conversando sobre o assunto com a minha terapeuta, Bel César, ela leu um trecho de um de seus livros, o Mania de Sofrer:
"O medo de magoar aqueles que cuidaram de nós gerou o sentimento de culpa que nos faz sentir responsáveis pelos sentimentos alheios. Por isso, muitas vezes, quando adultos, não demonstramos sentimentos negativos para evitar a ameaça representada pela decepção alheia: "se eu não te agrado, é melhor você buscar outra pessoa". Assim, preferimos suportar o desconforto interno a correr o risco de decepcionar aqueles que amamos. Diante deles, buscamos preservar a imagem que estamos plenamente satisfeitos, afinal, eles são o máximo e sendo assim sempre nos satisfazem!"
Em outro trecho ela diz: "Você já se deu conta de que existem certas pessoas que jamais conseguimos agradar? Aliás, toda vez que tentamos fazê-lo, elas se aproveitam de nossa tentativa de aproximação para reclamar daquilo que nós não fizemos...

Em algum outro capítulo que não encontrei agora ela fala sobre permitirmos o abuso emocional com atitudes do tipo "você não vai me ajudar justo agora?", "mas eu preciso de você, você é mais forte que eu...", quando as pessoas nos fazem agir de acordo com o que querem nos fazendo sentir culpados. Mas isso é pauta para outro post.

Desde então, me permito agir da maneira com que eu sinta bem, sou sincera comigo e com meus sentimentos, correndo riscos ou não. Cada qual deve aprender a lidar com suas frustrações, estou aprendendo a lidar com as minhas. Digo o que quero dizer, sem rodeios, sem medo ou vergonha.
Posso dizer que ganhei muito, mas também perdi, já que nem todos me compreendem. Enfim, não quero mesmo o título de boazinha o que eu preciso agora é de paz. Garanto que é um caminho mais difícil. Os soldados que restarem e me aguentarem terão uma Karen bem verdadeira, sem máscaras.

Imagem: Getty Images

20 comentários:

ahh!!! e não é que só agora consegui realmente entender uma frase do post não editado da Elga! rsrs
estrela, bonequinha, florzinha...
todas devidamente identificadas!

14/08/2008 02:08  

Me identifiquei muito com o post de hoje...






Continue sem máscaras. Os que restarem ao seu lado também não as terão, e tudo será verdadeiro.

Beijo pra você,

Dri_

14/08/2008 10:50  

Paty,
Eu tava bem na dúvida se colocava suzie...agora tenho certeza do seu! rssss Pronto, título editado!
Uma honra vc comentar hoje heimmm?? Rsss


Dri_
Que bom você por aqui novamente, pode ter certeza que continuarei! Faz um bem danado.

bjs

14/08/2008 11:13  

Este assunto dá realmente que pensar. Porque por um lado agimos sempre de forma a não magoarmos as pessoas de quem mais gostamos (com as palavras ou com os actos), mas por vezes temos que dizer ou fazer coisas que não sentimos, para que isso não aconteça. E aí instala-se o dilema: devemos agir de acordo com os sentimentos da outra pessoa, ou com os nossos?
É discutível...

Beijinho Karen *

14/08/2008 11:30  

Ah, Karen... me serviu como uma luva. Tenho dificuldade em dizer o que realmente sinto e quero. Por que é tão difícil, né? Nossa...

bjo,

14/08/2008 12:04  

Ei!
Pois é né, gente, flor, boneca e estrela. E ela?!!! Reunião, héim?!

*****

Karen, nossa flor (!),
Eu pensava em escrever um post sobre o que você falou. Na verdade, um dia alguém chegou lá no sblogonoff sob o pseudônimo de JBG e me esculhambou, metralhando verdades sobre mim e minha atitudes. (março, post EUFEMISMOS) Entre elas a de querer poupar os outros.
Eu detesto noticiar verdades cruéis, mas a gente acaba descobrindo que não é porque se é boazinha. É porque é mais confortável PARECER boazinha.
Ainda acho que certas verdades não precisam ser ditas cruamente e cruelmente. Estas requerem Air Bag! Mas falar NÃO nem sempre é fácil. Delimitar nosso território e partir da zona de conforto para a zona de confronto.

14/08/2008 12:28  

Ah, ainda não consegui largar a carne vermelha!!! Então, se um dia nos encontrarmos e quiser nos mostrar seus dotes culinários!!!
Eu faço um prato com peixe para a Patrícia. Por aqui a gente aprende de tudo, inclusive com esses bichos que fazem xixi na água!
hehehe

14/08/2008 12:30  

É meninas, um post bem discutível...

Martinha,
Eu escolhi agir de acordo com os meus sentimentos. Já estive em posição de poupar os outros e não foi a melhor maneira de agir. Agora a minha postura com certeza machuca mais as pessoas, mas como eu disse, eu quero paz e arrroz, amor é bom e vem depois!!!


Liliany,
Que bom que serviu para refletir. Não é mesmo fácil dizer não, mas como tudo na vida, a gente aprende. Estou aprendendo, e cada vez os "nãos" soam mais leves.


Michelle,
Vou ler este post. Corremos o risco de sermos esculhambadas mesmo, mas...quem se importa? Cada um tem direito a sua opinião e se agirmos de acordo com nossos valores os outros que se danem. Eu já fui chamada de egoísta por não me importar com a opinião dos outros. Não me importo mesmo, e daí??

Pois é, ela tá sumida. Será que a Ana enclausurou nossa amiga? Humpft!

**
Xixi na água???!!! aushuhsuah!!! ainda bem que não como peixe! Sobrou para a Paty. Eu faço a carne, deixa comigo! Agora confesso que estou curiosa para conhecer esta terra com nome de santo onde a carne é fraca!! hahaha. Juro, amei esta sua descrição. hohohoh

14/08/2008 13:58  

Karen,
Passei pela fase de ser "a boazinha", depois pensei estar sendo "a verdadeira". Acho terapia uma das melhoras escolhas da vida. Fiz durante muitos anos e seria uma maravilha se todos pudessem fazer. Auto-conhecimento é o que falta para todos nós. Pois é um aprendizado diário. A única frase que posso dizer é que tente o equilíbrio. Leva-se tempo. Mas o que é verdade para mim, talvez não seja para você e por aí vai. Daí, no meio disso tudo, às vezes a gente se vê dentro de um tornado em uma cela.
Creio, como já disse num texto que escrevi lá no Cortina Aberta que vc está sendo regada para um novo recomeço.
Bjs carinhosos

14/08/2008 15:09  

é mesmo muito difícil romper com o rótulo de 'boa moça' e passar a assumir o que pensamos, queremos, sentimos. esse desejo de agradar, tão inconsciente e tão enraizado, sempre a nos bagunçar a cabeça. mas ter consciência disso e desejar fazer diferente já é um primeiro passo, e que primeiro passo! :-)
bjos

14/08/2008 15:15  

Agimos assim porque já conhecemos as reações à certas verdades. É uma defesa... o que não quer dizer que seja o correto.
Tenho pensado nessas coisas também.
Estou lendo o livro As Regras da Vida, de Richard Templar. Ele traça regras mesmo, numeradas e tudo. Como não gosto de regras... estou lendo porque, apesar disso, o livro tem umas reflexões bem consistentes sobre este e outros aspectos da vida.

bjos

P.

14/08/2008 16:48  

hehehehe!!
Ou ela foi abduzida por um dos ETs que vieram com a Patrícia, ou foi a Ana!!!

Mas eu tenho sugestão pro codinome dela... Tem uma flor, tem uma boneca, tem uma estrela (rs), mas não tem coração, tem?!!
Garotas superpoderosas!hehehe!!

É que o coração agrega e integra, né?! Foi o que ela acabou fazendo com a gente!!

****

Bom, moro aqui onde o Espírito é Santo, mas a carne é fraca!!!
Moro em Vila Velha, litoral capixaba e lhe mostrarei com prazer as belezas daqui, caso um dia queira se aventurar!!
Eles gostam muito de moqueca, camarão, siri, e todos os bichinhos que fazem xixi na água, mas tem carnes vermelhas também!!srsrsr

Um abraço!!

14/08/2008 17:45  

hehehehe!!
Ou ela foi abduzida por um dos ETs que vieram com a Patrícia, ou foi a Ana!!!

Mas eu tenho sugestão pro codinome dela... Tem uma flor, tem uma boneca, tem uma estrela (rs), mas não tem coração, tem?!!
Garotas superpoderosas!hehehe!!

É que o coração agrega e integra, né?! Foi o que ela acabou fazendo com a gente!!

****

Bom, moro aqui onde o Espírito é Santo, mas a carne é fraca!!!
Moro em Vila Velha, litoral capixaba e lhe mostrarei com prazer as belezas daqui, caso um dia queira se aventurar!!
Eles gostam muito de moqueca, camarão, siri, e todos os bichinhos que fazem xixi na água, mas tem carnes vermelhas também!!srsrsr

Um abraço!!

14/08/2008 17:45  

Concordo com vocês o equilíbrio é bem melhor. Mas imagino que para chegar a ele deve-se conhecer os 2 extremos!

Michelle,
Coração é mto fofo!! Combina com ela! rsss. Olha, eu voto em Sex and the city ao invés de meninas super poderosas!!!

bjs

14/08/2008 18:52  

Karen,
Concordo totalmente que é preciso conhecer os dois extremos.
Inspirada em vc, resolvi mudar o final da pretensa poesia que escrevi. Daí ficou assim:

Quando tudo encurtou-se,
Nada mais abrasou-se.
Os sinos aquietaram-se,
E os lábios ilharam-se.

O exagero do apego
Era desespero por um aconchego.
Mas havia a enxurrada de cascalhos
E a vastidão de inúmeros atalhos.

Adeus, meu encanto!
Prazer, foi humano!
Sonhos desmesurados
E delicadamente adocicados.

14/08/2008 19:05  

Ih, mudei novamente, kkk
Sou meio assim, não repare, please!
Daí que o final ficou assim:

Sonhos desmesurados
E delicadamente adocicados.
Amor sobre-humano,
Até breve, meu encanto!

14/08/2008 19:19  

Ih, mudei novamente, kkk
Sou meio assim, não repare, please!
Daí que o final ficou assim:

Sonhos desmesurados
E delicadamente adocicados.
Amor sobre-humano,
Até breve, meu encanto!

14/08/2008 19:19  

Sheyla,
Ficou ótimo!!! Agora serviu mais ainda!
adorei!!

bjs

14/08/2008 19:27  

Vou repetira aqui algumas coisas que já falei a Estrela antes e postar na ‘casa’ de cada uma.
Fiquei um pouco sumida porque estava estranha, oca. Não sabia o que escrever. Começava e não tinha ânimo para continuar. Outras vezes, me perdia na gana de falar de mil coisas que vem me rodeando, como fantasmas que atormentam os personagens de desenho animado, e acabava não conseguindo organizar meus pensamentos.
Quero que saibam que fiquei radiante pelo codinome, pseudônimo, apelido ... (é o que mesmo? rs) CORAÇÃO. A justificativa melhor ainda. A responsável por agregar e integrar. Não se esqueçam que talvez se fossem outras as pessoas com as quais tentasse uma aproximação, não haveria tamanha reciprocidade. Portanto, o mérito é de todas nós e talvez da providência divina ou das energias cósmicas, que no final acaba sendo a mesma coisa. Pense que teremos, no mínimo, um episódio pitoresco e muito bacana de nossas vidas para contar para nossos filhos, netos, sobrinhos...
Torço para que nossa admiração e encantamento não findem antes de nos conhecermos e fazer um encontro Sex in the city bem bacana em um evento bem original!
Apesar da singularidade e do curto tempo das relações estabelecidas, o que a gente oferece umas as outras é o que temos de mais genuíno: a intimidade de nossos pensamento, sentimentos, fragilidades, medos, dúvidas. Essência. Estamos nos conhecendo por dentro para, quem sabe, visualizar a carcaça, posteriormente.
Um carinho em todas.

14/08/2008 23:07  

Elga!
Welcome back. Isso é bom sinal, já deve ter organizado as coisas um pouquinho aí dentro.
E, como não seria diferente, voltou nos fazendo pensar e sou obrigada a concordar com a historia da reciprocidade e o resto. Não tenha dúvida que amizades duradouras iniciam assim. tenho uma amiga, inclusive ela é de BH, a Alice, nos tornamos amigas assim tb, e fazem uns 5 anos. Nunca nos vimos, mas continuamos nos falando. Com vcs pelo jeito a coisa vai longe.

Bjs

15/08/2008 10:15  

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